terça-feira, 19 de abril de 2011

A batalha.

Num campo, ouso sim chamar de campo, mesmo sendo um cerco incompleto, com as saídas exatas, sem muitos mistérios urgentes. Ouso chamar de campo, não pela vastidão de espaço, nada verdeja, se tensiona, aumenta: é a chegada das pessoas. Essa lonjura que faz por proximidade ingênua, destaca reluzentes materiais ferrosos, metais cristalinos, cheios de pompa e ostentação, seja do brasão favorito, ou o simples desejo esteticista através de caro ornamento, contudo não se furta deixar em perspectiva obliqua, é também fetichista. Essas armações límpidas e brilhantes de coletes e elmos, feitos de gases purificados em estados sólidos -prontos para sublimar- de exposição e sedução, ainda aqui se encontra mais um fetiche glamuroso digno de fofoca. Por isso a distancia não é de um descampado, ao contrário, é milimetricamente despreparada, arranjada e moldada pelos confrontos, o que torna ainda mais charm. fetic. a falta de espaço, objetivo imprescindível. Por aqui é preciso expor a força de conquista dos estratagemas. Não adianta, ninguém mais leva os escudo de madeira, porosos que deixam ter furos, camadas e camadas de jacarandá não são vontade, implica antiquados, a madeira só se apresenta na presença rarefeita de tóneis de carvalho, intuido de descolamento, delírio, ritmo, e se possível, esquecimento. As armas de longas distância são amplamente utilizadas, eficazes a trinta ou a quinzentos e oitenta e sete centímetros, varia conforme o grau de luz, por certo, onde há lançamentos, os olhos faceiros. Às vezes, cegados por aparelhagem armamentícia do não teu inimigo - sedução de outrem, investida ao seu lado; talvez nunca percebidos, a não ser ao pipocar o brilho estrondoso do xénon.
Como já foi dito, tudo gira entre dois pólos, o que quer pertencer ao corpo, e o quer tirar qualquer pertencimento. E se fosse um jogo, ele é mais complexo, não se é um ou outro, pois no entrave de encontros, não são um ou dois, eles todos se fazem possíveis. Um mar de ondas. Depende do pólo do outro, as transfigurações polares internas, inúmeras, traz calor, e no extra-campo faz frio, acho que por causa do vento. O extra-campo importa mais que o campo. Mas isso deve ao desenrolar das atividades em campo que explodem por lá. Extra! Extra! Bêbados alvo de notícia.
Numa batalha, não há vencedores. Não existe ganho de destruir o outro, não é jogo. A batalha é um pano, quem vence? Eu sufoco aos poucos.