quinta-feira, 4 de outubro de 2012

acontece que eu conheço uma magia


O pensamento bélico preparado para te atacar parou justo na pressão fina e pungente, logo um corte tão fino, não sangra, coagula, seca e arde, arde tanto, enquanto um peso naufraga peito adentro. Minha fala malvada e perigosa me envenena, se espalha no meu corpo, percorre o meu dedão, porém em mim tem efeito de remédio, pois o veneno fui eu que elaborei, e ainda por cima me detive no trabalho de aprender a sublimar esse visgo imperfeito, e o teu infortúnio será vapor exalado de meu suor, e, derradeiro, transformará o límpido azul do céu em tempestade densa, negra, fervente. Mesmo com toda força, não vou te chover em pedra, e por puro poder das palavras, não anteciparás meu novo ataque, não terás proteção. Besta, lerda, flácida tua tez será nada tenaz, aos poucos derreterá, fluirá aos esgotos, e vais morrer aos poucos naquilo que eu proferi, no que eu falo quando eu falo de desgosto. Morreu no meu dom da profecia, falarei diante teu túmulo.

E tenho aqui, o dom da clarividência, já fui tolo, por ti e por outros e outras coisas. Na minha fronde de veludo atesto tua fronde franzida na dúvida fatal, por que a morte me nina em fronha de veludo. Vou transformar teu contorno azul da noite e rasgar teu travesseiro guardado entre as pernas, penas esparsas, pigarro, trevas. É minha guerra. Tu, sufoco transfigura pedra.

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